
(Entrevista 1 : Segundo Movimento )
ESCREVER, REESCREVER: ESTRATÉGIA DE ALCANÇAR O ILUSTRE DESCONHECIDO.
Antonio Gil Neto
(O tempo é como ar. Existe e dissolve-se, vai ao longe e quase não é nosso. Somos estátuas de nós mesmos. Mesclam-se entrevistador e entrevistado. Gestos passam, apenas passam. Gestos paisagem. Mas o pensar não vira estátuas. Refulge em movimentos, dança em repensar, em diálogos. Somos ao mesmo tempo dois e uma multidão. Carregávamos histórias escondidas, secretas. Trazíamos os que ainda não chegaram e até os envelhecidos antes da hora. Ainda os “de vez”, prontos para amadurecer. Ocupávamos lugar de múltiplas direções. Mas os próximos silêncios guardarão palavras marcadas em nosso conversar. Quase um rugido no colorido imaginar. Quantas palavras e sentimentos podem despertar deste encontro suscitado apenas por um capricho?)
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(Como duas almas transparentes editamos o impalpável, quase um esquecimento. Demos luz às onomatopeias e às palavras atropeladas em sentimentos arremessados sobre a exatidão. Afinal, um professor a ensinar leitura e escrita traz muito para assuntar, não é? Sem cronômetro, as conversas foram se impregnando em seriedade e belezas. Flores brancas boiando no límpido azul do pensamento. Uma vertigem do revelado iluminado pelo clarão da consciência, do vivido esparramando-se em tela e papel para olhares imprecisos, curiosos, os que buscam. Há elementos escolhidos. Para uma viagenzinha leitora ou para um destino feliz).
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Por alguns minutos troquei figurinhas com a Brasiliana coladas em minha atenção inexata, refugiada. Conversamos do cotidiano da escola, é claro. Ela foi se achegando em revelações me deixando mais abrigado de perguntas do que respostas. Na perspectiva do seu olhar desliza-se toda uma experiência dedicada ao fazer do trabalho, entre palavras e afeto. Seu olhar sempre atravessa nossa conversa com lances de esperança, reluz memória construída em aprimoramentos. Minha vontade súbita é acreditar. Mas vivo para um ou outro detalhe repentino como se esta espécie de desconfiança indireta pudesse dar conta das demais histórias que se constroem em tantas outras escolas, essas salas de aula infinitas...
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P.: VOCÊ COMPREENDE BEM O LIMITE ENTRE DEIXAR ESCREVER UM TEXTO LIVREMENTE E CORRIGI-LO?
R. : Pois é, este é um drama que vou vivenciando hoje e sempre. Você está falando da correção, da reescrita, não está? Não uso faz um tempo essa expressão – corrigir. Até porque me lembra coisa de reformatório, de correção mesmo, como algo absolutamente errado. Sujeito a castigos... Como se houvesse um único texto certo, como se ele pertencesse a mim, exclusivamente, guardado a sete chaves gramaticais! Como se fôssemos forjar algo a fórceps. Sou mais das relatividades! Uso e procuro fazer valer a atividade de reescrever textos, que faz parte de todo o ritual de ler e escrever do jeito que se faz na vida comum que corre. Quem não sabe que até os grande escritores reescreviam seus textos infinitamente se deixassem. O que define o que é correto numa orientação deixada num bilhete, por exemplo? É só guardar um pouco uma versão de algo escrito, passear um pouco e na volta ao lermos esta primeira versão com olhos que já passearam verificamos quase espantosamente que ela já carece de outra. É preciso mexer com apetites. Cortar aqui, acertar ali, experimentar. Pontuar melhor para a intenção ficar mais clara, atraente. Verificar se as ideias estão mesmo engatilhadas. A alma, a concretude, a essência que deve vingar nesse corpo de palavras e sinais. Coisas assim. Isso não teria fim, pesando bem. O jogo de tramar as frases em texto é um jogo de infinitas possibilidades. Nos coloca em armadilhas. A gramática entra nesse jogo como boa ferramenta de salvaguardar o nosso patrimônio que é. O dicionário também. Mas, e o repertório de leituras? Também tem de entrar nessa façanha toda...E como! Interessante nessa história da correção - no melhor sentido - é abrir espaços para um pente fino do texto escrito de primeira. Nessa hora é que estamos emprestando o nosso sentir, nossas ideias e opiniões, nossas orientações às palavras ajuntadas num texto para que outro alguém – o leitor, esse ilustre desconhecido - possa partilhar desse nosso fogo de vida para o que bem entender. Desde negar algo a se identificar completamente. E todas as demais equações da busca de sentido possível. Por aí. Nessa intenção de escrever como quem lança mensagem numa garrafa ao mar está a tarefa de buscar o jeito mais adequado, o que cola, o que pode melhorar e desenhar em palavras a nossa ideário original, o que vinga nos infinitos olhos leitores. Pois as gramáticas nisso ajudam, têm o seu papel. Servem de apoio para nos dizer como tudo vem funcionando, ou como mais ou menos tem funcionado. Ela traz sua história primordial e rica e se abre às possibilidades criativas do dizer dos alunos que aos poucos vão se apercebendo disso. Certo e errado não é só questão gramatical. A questão também é como devem funcionar as palavras quando se tornam arranjos de corpo na vida, o texto. Deve ser adequado, favorecer entendimentos, um encontro de expressões. Fertilizar leituras. A gramática, a ortografia, ajudam nos rituais e tarefas de escrever e verificar o que e como se escreveu para a leitura do outro, a exigência da vida. E aprendemos ao certo ao corrigir, melhor dizendo, ao reescrever. Verificamos as possibilidades que temos para garantir que o nosso texto cumpra seu destino. Pensando bem nem precisa ter aula de ortografia com hora marcada. A base da ortografia é parte desse processo infindo de ler e escrever, ler e reescrever...É conseguir dizer, inserir sua frase que faça sentido num mundo cheio de torres de Babel.
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(O fato é que essa passagem me apaixona pela existência viva em palavras. Com se existissem só para nós, esquecidos. Ou só para poder tirar os alunos de um lugar sem primaveras e assim harmonizar o mundo, amainar em humanidades. Seguia seus pensamentos como quem recolhia reflexos de sol para manhãs mais escuras. Sou capaz de imaginar além do que me é dito. Vago nos silêncios, nas pausas e muxoxos indecifráveis, mas intensos de sentido. Vapor de revelações a se solidificar. Fico com a imagem pungente de que ela esteve a minha frente , ao meu lado, comigo. Mas talvez eu tenha ali estado como uma paixão ardida de querer acertar mais depressa algum alvo pendurado na imensidão. Vejo-me refletido no seu olhar e mesmo assim não pensando exatamente e mesmo como ela, vou desconhecendo o meu pensar íntimo espelhado nas suas indagações e dizeres. Mais algumas questões afloradas que podem nos afligir. Ignoramos em silencio algo que não é pergunta e nem reposta. É o que está escondido e que acontece. Refulge, algo invisível que borbulha, vem à tona).

Comentários
Que beleza de depoimento! Pelo visto vc é um professor jovem e já com tanta história para contar!
Imagino a a alegria e o comprometimento com a leitura e a escrita que vc promove aí na sua Escola!Que maravilha!
Outro aspecto interessante, além da ativa, efetiva e afetiva participação dos alunos é que vc acaba envolvendo todo o pessoal da escola, não é?
Como vc diz, daqui do meu lado de cá, sinto de perto o movimento próspero desse trabalho tão instigante e mobilizador. E afirmo como vc, com todas as letras: TODOS VCS AÍ DA PROF. JENY SÃO MESMO VENCEDORES!!! E continuarão assim, além da Olimpíada e independente dela, não é? Isso vale e muito.
Desejo a todos muito sucesso pela vida a fora para o BLOG e para o BIBLIOTECAR.
Parabéns a todos e em especial a vc, Adriano, por levar adiante estes belos projetos.
Volte de vez em quando para nos contar algo sobre eles.
Abraços a todos vcs aí da Prof. Jeny!
Gil.
Estamos com outro projeto, se chama BIBLIOTECAR, mandamos criar um armário em forma de carrinho pegamos doações de livros de leitura alternativa com os alunos dos 6º e 7º anos, gibis, livros curtos, ai catalogamos todos os livros e colocamos dentro desse carrinho armário com porta e chave, e sempre que algum professor quiser dar aula de leitura ele leva o carrinho para sala ou na falta de professor o aluno pode ficar em sala com um responsável, ele olha o catálogo e escolhe o livro. Vamos inaugurar o bibliotecar na próxima semana!
Obrigado pelo incentivo!
A criação do blog surgiu da necessidade de expandir além das salas de aulas as produções de nossos alunos, visando estimular e incentivar a participação dos mesmos nos projetos que valorizam a leitura e escrita. Foi uma tentativa que deu certo, pois no 2 dia do blog no ar nós atingimos 300 acessos. Fico feliz pois a tentativa deu certo e hoje os alunos me procuram para publicar textos de autoria deles, ainda não publicamos todos. Os textos são enviados e passam por uma revisão para sabermos o conteúdo, o mesmo volta para o aluno para as correções e depois vai para publicação. Os alunos sugeriram que o título do projeto fosse aluno autor, percebi que alguns professores compraram a ideia ai criei o professor autor, agora o blog é um espaço aberto a todos.
Fico feliz por dividirem a boa conversa de vcs sobre o trabalho que corre tão bem nas suas escolas.
Faço gosto e dou corda para muitas palavras vingarem por aqui.
Por hora vamos partilhando das ideias, sentimentos e lindas reflexões brotadas das suas vivências...
Abraços para as duas,
Gil.
Fico feliz com a presença do Adriano que nos faz seu convite para visitarmos o blog da sua escola, por conta da Olimpíada. Fico pensando que organizar um blog é uma ótima estratégia para o destino dos textos produzidos pelos nossos alunos, não é?
O que vc pode nos dizer sobre isso, Adriano? O blog não oferece boas oportunidades para atividades de reescrita? Estou certo?O que vcs dizem, pessoal?
No mais, vamos visitar o o blog abaixo indicado?
Abraços,
Gil.
Toda gratidão do mundo pelo carinho com que vcs tratam meus versinhos. Que honra!!!E saiba os dois - falando só como professora- que sim, esse tempo de revisão/reescri ta nos faz, e muito refletir sobre nossas ações profissionais. É um revolver saberes,sentido s, sentimentos....
Mazé, foi uma "delícia" a fase escolar, só elogios, e jornais querendo divulgar e todo mundo só fala da alta qualidade dos poemas. Estou que não me caibo!rsrsrs O poema da minha aluna passou para a fase municipal. Agora é torcer mais ainda! Estou organizando o sarau e a coletânea dos poemas da turma e tentando um patrocínio para uma encadernação mais bonita dessa vez. É isso, estamos indo....
Vou imitar o Gil, que eu adorei:
"Abraços? Todos...."
Vagna ( mais feliz)
PARABÉNS A TODOS NÓS AGENTES DE TRANSFORMAÇÃO NA VIDA DE NOSSOS ALUNOS.
http://escolajeny.blogspot.com.br/
Como vc diz, parece mesmo que a nossa personagem Brasiliana - que veste todas as nossas personagens de viver a educação , sobretudo o ensino da leitura e da escrita, - está sintonizada com este nosso momento tão especial e específico da Olimpíada, ou seja, a correção e a reescrita,. Nas palavras da Brasiliana "o abrir espaços para um pente fino do texto...".
Acho eu que vc está correta. É um momento também de aprendermos, nessa hora em que os textos da Olimpíada chegam à Comissão Municipal. Pois é tempo e oportunidade de reflexão entre os professores que se dedicam a esta tarefa. Com a oportunidade de olhar para o aprimoramento dos textos podemos reescrever também o nosso processo de ensinar. Conta aqui o nosso aprimoramento profissional, não é?
Agradeço pelas suas boas palavras... Também fico em coro com vc a almejar pela reflexão neste momento de reescrita. Oxalá que essas conversas imaginárias possam mesmo impregnar de realidades as boas reflexões entre os educadores nesta etapa do trabalho de todos nós.
Maior abraço,
Gil.
Muito legal vc se fazer hoje presente em versos, já que agora vc se mostra lindamente também em prosa, não e?
Em especial meu destaque resumido e escolhido para o que vc nos diz e nos apraz: "vício bom,/ quase que um encontro marcado,/ sem marcar/ de gente que pensa/com mente ligeira/faceira ,/de brincadeira,/ Um vicio dócil/De palavras, inovadoras/certeiras".
Obrigado mesmo pelo lindo desenho do nosso cenário!
Abraços,
Gil.
Tudo bem? Você sempre trazendo questões importantes para esta pracinha, como diz nosso querido Gil, e amei seu poema e verdade como é bom viver com graça!!! Mas fiquei curiosa, outro dia nas nossas conversas acho que me falou que trabalha com a Olimpíada, não foi? Como já estamos no período da Comissão Municipal avaliar os textos queria saber de você como foi o resultado do seu trabalho, como foi a seleção dos textos na tua escola, se houve um momento só da escola para apresentar os textos. Curiosidade... rs.
Um abraço carinhoso,
Maria
Que belezura as palavras sábias da Brasiliana, fiquei aqui a refletir sobre correção e reescrita, o importantíssimo repertória de leituras, "o abrir espaços para um pente fino do texto...". Tanto a aprender, não é Gil? Pensei também sobre os textos da Olimpíada que chegaram à Comissão Municipal e como essa entrevista poderia ajudar nossos professores durante esse processo de reescrita dos textos.
Então Gil só podemos lhe agradecer por nos proporcionar essas conversas imaginárias, e tenha certeza que elas nos causam reflexões reais, vivas.
Um abração.
Maria
Vício bom.
É um não conseguir
viver
da mesma maneira
como antigas
segundas, sextas- feiras
É quase que um encontro
marcado, sem marcar
de gente que pensa
com mente ligeira
faceira,de brincadeira...
Sei lá,
É um vicio, dócil
De palavras, inovadoras
certeiras
que com tal "intimidade"
Não se tornam corriqueiras?
Lado melhor, de um
mundo bom
De quem é ignatia
é o viver,
com graça!
S
Vejo que o mote lançado pela Maria Manuela nos aquece de boa conversa...Vc o acolhe e nos lança a novas conversas...Mui to bom.....
De cara muito legal o que vc nos diz, creio eu, nascido de sua própria experiência em ir realizando este trabalho de escrever e reescrever e ir-se aprimorando também nessa tarefa mediadora. Aprender por ela própria, não é?
Muito importante o que nos diz sobre o deixar clara a finalidade da escrita para os alunos. O seu destino , o seu propósito. Isso facilita, pode deixar o aborrecimento em segundo plano, e como vc ainda diz inaugurar o prazer de participar, de ser reconhecido, viver em outros.... Muito legal... Acho que todo mundo gosta de ser lido, não é?
Acho que o segredo é não fazer uma avaliação apenas burocrática do texto. O ideal que ela tenha vida na possibilidade do texto ser lido, de ganhar vida fora do papel ou das telas. Ou seja, não deve ter como destino ou o lixo ou a gaveta. Acho que é isso mesmo, a "reescrita é um momento, um recurso de revisão e aprimoramento". Há sutis e práticas diferentes entre uma e outra proposta. Um texto, mediante o seu propósito, as suas condições de produção, deve ser adequado, aprimorado, editado. E não simplesmente corrigido.
Vc nos aponta algumas questões interessantes acerca desta temática. Vamos deixá-las piscando aqui para as indagações e respostas de nossos colegas viajantes...
Abraços? Todos.
Gil.
(Uso 3 exclamações para lhe receber novamente com toda a alegria neste nosso espaço de boas conversas!)
Imagino o quanto vc andou criando e trabalhando nestes tempos todos...
Fico feliz mesmo em saber por suas palavras aqui estampadas do instigar ou mesmo do encantamento, com vc nos diz generosamente em "palavras tão doces e vorazes e complexas e estranhas". Que bom! Vc tem razão, é impensável o poder que as palavras têm.
Devo lhe dizer que acabo de ler o seu escrito. É muito lindo o seu arranjo de palavras aqui bordado para o meu, o nosso encantamento!
Em especial é mobilizador o que vc nos diz sobre o seu movimento criador, seja ele pedagógico ou literário. Sinto vc mergulhado neste trabalho de escrever, reescrever seja com os alunos ou não. Acho que isto tudo é inspirador, nos leva adiante.
Vc nos presenteia ainda com um mosaico de imagens sobre este trabalho, como um jogo de costuras. ( Fico a pensar que pode ser uma ideia a ser considerada pela Maria Manuela que nos toca na questão da reescrita).
Adorei especialmente que depois de tantos desmanchamentos e tessituras nos textos aparece o "catapimba", que não é milagre e nem acaso . É mesmo resultado e consequência. O texto borbulhado, revelado, oferece-se aos leitores possíveis. Fica solto e livre no mundo. E a gente vai se dando conta do que nele se esconde, é latente. Vamos ficando donos dos próximos processos em novas tessituras...
No mais fico ainda imaginado como deve ser bom ser seu aluno envolvido com estas suas imagens lindamente aqui desenhadas para nossas reflexões e encantamentos...
Até...e um bom abraço,
Gil.
Fico bem feliz quando vc me diz que ainda estou a surpreender vcs....Muito bom... Isso é importante nas leituras, não é?
Este movimento da CONVERSA IMAGINÁRIA traz a questão da reescrita e como vc diz é mesmo complexa e exigente. Vc nos diz que nessa tarefa de rever, aprimorar o texto muitos alunos acabam se aborrecendo, mesmo achando esse trabalho necessário, não é?
Quando vc me diz se haveria alguma forma, mais agradável para se reescrever um texto, vejo de cara uma boa questão para os nossos colegas viajantes desse Blog falarem de como realizam a reescrita e como a consideram de forma mais agradável. Vou deixar este pedido no ar e vamos ver quem se habilita, ok?
Mas, o que me vem à cabeça de primeiro é que a natureza deste trabalho não seria dos mais agradáveis, é de necessidade mesmo. Acho que essa tarefa se liga na ideia de instigar os alunos a aprimorarem suas primeiras ideias e produções no sentido de transformarem esses textos e deixarem as ideias nele contidas mais adequadas à leitura de todo leitor, esse ilustre desconhecido de todos nós... (Fico pensando que toda tarefa de escrita tem a edição, não é?) Penso que com essa prática de ler, reler e verificar como os textos podem ficar melhores com nossas intervenções, com o tempo, essa tarefa vai se incorporando na vida dos alunos e assim poderá ir se tornando a mais agradável possível...Por ai...O que me diz?
Monte de abraços,
Gil.
Devo confessar a vc que as suas palavras me renovam de esperança e alegria.
Pode haver melhor destino para estes escritos que se mesclam com as mensagens especiais de vcs todos que por aqui circulam do que fazer educadores portadores de "primaveras" aos alunos? Pois é, Jusimara, os reflexos de suas palavras e ações chegam aqui e moram em mim como bálsamo, como luz e responsabilidad e bonita, como ânimo para continuar a criar...
Obrigado. Meu carinho para vc e suas turmas...
Abraços,
Gil.
Todos os abraços
Vagna
Talvez você não tenha a dimensão do quanto nos instiga com suas palavras, tão doces e vorazes e complexas e estranhas. A mim me encantam e me levam a pensar no poder que têm. Às vezes percebo que estão ali, dentro de mim, e parecem querer explodir como o vapor de um vulcão de revelações querendo se solidificar nos textos dos alunos. É nesse jogo que vou me percebendo também autor de minha própria história, pois vou impregnando, através da minha orientação, o texto do aluno com minhas impressões também. Nessa costura que fazemos no texto, eu e o aluno, vamos dando os arremates, chuleando, caseando, arrematando os pontos, entrelaçando os nós soltos. De repente, catapimba, o texto borbulha da verve escondida nos alunos e segue reto para o seu juízo final: será comido, deglutido, engolido (muitas vezes regurgitado) pelos leitor que nem sempre se dá conta do processo de tessitura do mesmo. (Natal-RN)
Cada vez vais nos surpreendendo.
Essa questao da reescrita e complexa e exige muito. O que pude verificar nas minhas turmas quando os alunos escreveram seus textos de memorias e que muitos se aborreceram com a reescrita, apesar de saberem que ela e necessaria. Havera uma forma mais agradavel para reescrever um texto?
Abracos
Manuela
(Desculpa, ha palavras sem acento por causa deste computador)
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