Olimpíada de Língua Portuguesa - Escrevendo o Futuro



1003_garoto_escrevendo_gde.jpgO significado da reescrita de textos na escola: a (re)construção do sujeito-autor

Autores: Elizabeth Dias da Costa Wallace Menegolo e Leandro Wallace
Professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Cuiabá, Mato Grosso, Brasil

Onde encontrar
: Publicado em Ciências & Cognição, ano 2, vol. 4, março/2005, disponível em Ciência e cognição

RESENHA

O artigo em questão aborda os significados de um importante trabalho escolar: o aperfeiçoamento dos textos produzidos pelos alunos. Nele, os autores do artigo propõem uma reflexão sobre reescrita de textos escolares e a relação dessa tarefa com a constituição da autoria do aluno.

Para os autores, a revisão feita pelo professor, na nova abordagem, é uma outra forma de interferência, que não se limita à correção da ortografia e à adequação dos usos da gramática, aquela correção que sempre constrange o aluno e, de certa forma, padroniza os textos escolares. Para eles,

"Tenta-se ultrapassar o sentido que essa ação no texto adquiriu, no ambiente escolar, de ser apenas uma prática de adequação textual à norma padrão. Quer-se, também, atingir o sujeito lingüístico que se constitui nessa prática, através de marcas por ele concretizadas no texto, quando ocupa posições discursivas e provoca alterações no produto que já está acabado".

A primeira referência teórica utilizada pelos autores são os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs). Em seguida, os autores buscam, na concepção de diálogo do teórico russo Mikhail Bakhtin, as referências para afirmar que, ao dialogar com o próprio texto no processo de reescrevê-lo, o aluno vê o que antes ele não via em seu texto. Cada vez que o texto é reescrito, transforma-se em um texto novo, um novo acontecimento. Os autores citam os PCNs para reafirmar essa idéia de que a reescrita é um diálogo do aluno consigo mesmo, diálogo que permite a construção de sua subjetividade, sua transformação em sujeito consciente de suas capacidades de linguagem.

"Portanto, quanto mais o ato de reescrever acontecer, mais o autor irá perceber que todo o texto poderá ser modificado, que não é um produto de dimensões significativas acabadas. E, assim, vai ganhando condições de domínio da modalidade escrita, porque vai internalizando regras de composição de gêneros textuais, conseqüentemente, melhorando seu desempenho redacional e compreendendo, aos poucos, o mundo dos textos escritos."

Interessante, não? Essa pequena amostra já dá idéia da qualidade e da importância deste artigo. Não deixe de lê-lo na íntegra, acessando-o no link abaixo do título.

 

 


 


Olá, visitante!

Para fazer comentários e respondê-los você precisa estar logado. Clique aqui para se identificar.

Comentários:

Os comentários são destinados a trocas entre os participantes da nossa Comunidade Virtual.
As dúvidas destinadas à equipe da Olimpíada devem ser enviadas para o Fale Conosco.

Também é possível esclarecer suas dúvidas pelo telefone 0800.7719310

Comentários   

 
+2 #5 Heloisa batista peixoto 03-08-2012 20:32
Boa noite, pessoal
Também pergunto onde se encontra o tal link? Mostre-me, por favor! Gostei bastante do assunto.
 
 
+1 #4 VIVIANE 26-04-2012 08:33
BOM DIA!
MUITO BOM ESSE ARTIGO!
QUE TRATA DA REESCRITA, POIS MUITOS EDUCADORES AINDA TEM AQUELA CONCEPÇÃO DE QUE COPIA E REESCRITA. E NÃO UMA ESCRITA
REFLEXIVA.
 
 
+2 #3 SONIA DE ANDRADE MORAIS 08-04-2012 15:50
Oi Gercilene e Alessandra,
Vá ao Google e digite:
Revista Ciência e Cognição, ano 2, vol 4, março 2005 ou
(re)construção do sujeito-autor-C iências e Cognição.

Um abraço e boa leitura!
 
 
+1 #2 ALESSANDRA VAZ VIEIRA 30-03-2012 05:53
Desculpe , não encontro link .
 
 
+1 #1 GERCILENE VALE DOS SANTOS 27-03-2012 00:27
Desculpe, mas cadê o link?
 

Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro

Cenpec - Rua Minas Gerais, 228 Higienópolis, CEP 01244-010 São Paulo/SP

Central de atendimento: 0800 - 7719310

processando